quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Os excêntricos nas eleições!

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal

Mais eu “to nem aí
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu
quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão

(Max de Castro: Classe Média)


***

“Vou votar na mulher do Lula”. Esta é a frase que está na boca de todo cidadão brasileiro, principalmente a recém classe média, da qual Max de Castro canta na canção “Classe média”(ouvir a música no link: http://www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs). Sabemos não se trata da esposa de Lula, Marisa, mas sim de Dona Dilma. Pior para Serra que tenta ser em sua campanha um Zé!

Enquanto este cenário está praticamente com as cartas marcadas e definidas, outro fenômeno que vem acontecendo nas candidaturas a Deputados Federais está despertando a ira de alguns setores incomodados com a ironia na política. Ora, muitos cidadãos estão pensando. O que tiririca tem haver com política? E mais uma gama imensa de candidatos excêntricos. Tudo isso tem uma explicação. É a possibilidade de um voto excêntrico carregado de todo repúdio contra aqueles que prometem mil maravilhas.

Ora, não é de hoje que temos candidatos excêntricos. Clodovil foi eleito e disse praticamente que não ia fazer nada. Enéias também foi eleito com seu slogan furioso slogan “meu nome é Enéias”, na mesma onda foi a doutora Havanir Ribeiro, que uns tempos atrás estava procurando um namorado na TV. Mas, convenhamos, qual a vantagem dos excêntricos? É evidente! A sinceridade.

Enquanto os demais candidatos aparecem no horário eleitoral sem mexer ao menos o rosto, e prometem aqueles textos recheados de bordões que de em quatro em quatro anos não saem da moda “vou investir na educação, na saúde, na segurança...” e todas bobagens que já sabemos, os excêntricos estão aos poucos ganhando a cena política. Quem não se lembra do Cãozinho dos teclados e Batoré? Fazem parte da cena política paulistana.

Estes, não caíram no jogos repleto de frases repetidas, os outros, continuam na mesma, e assim vai seguindo o nosso Brasil...



4 comentários:

Marcelo Mafra disse...

blz Marcos cara eu acredito que esses "personagens" fazem parte de um jogo de marketing, pois quantos você já viu assimir alguma coisa? apenas uns seis... mas isso não fica só aqui no brazuca na clifórnia também. A "popularidade" desses caras trazem a atenção e a sensação de importância naqueles que residem nesse local dirigido por tais... infelismente esse é apenas um dos sintomas de algumas pessoas, mas o que acontece é que isso vem dando certo não só na política, mas em todo resto: é preferível fazer aulas de música com o Caozinho dos teclados do que comigo que ninguém conhece... a imagem hoje e sempre foi e está sendo a ísca; fora outras milhares de coisas! Mas infelismente não consigo vislumbrar uma estratégia prática para acabar com isso... não adianta trazermos para "arena"pensamentos e teorias de grandes pensadores, pois infelismente muitas teoria só é possível com a ajuda do outro e não vi até hoje uma teoria que dependa só do indivíduo...

Gentil disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gentil disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marco Rodriguéz disse...

Responderei primeiramente ao Gentil.
Talvez não tenha sido claro no texto quanto a sinceridade. O que quero dizer é que eles são sinceros em ser tão caras de pau. Afinal de contas, o que eles propõem? Nada. E é neste sentido que quis dizer que são sinceros. Ou seja, mostram-se como rapozas velhas que querem angariar alguns milhares de votos, fazendo umas palhaçadas e ao mesmo tempo tiram uma onda dos velhos políticos que ficam dizendo a mesma coisa: saúde, educação, segurança e etc. O que Tiririca diz, que não sabe o que um deputado fasz, mas se entrar, diz que vai contar o que um deputado faz. Isso é de uma ironia tão grande, e é o que os leva a terem muitos votos para entrar no jogo político.
A sinceridade é nada mais que um jogo de palhaçada, onde coragem de mostrar o que aqueles políticos escondem que a política é uma palhaçada, mas que estes querem também entrar na palhaçada.
Creio que seja isso.

Abraço,