segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Criança velha: achadouros

I

Preciso buscar minha infância nos achadouros que nunca vi; encontrar aquele moleque jogando bola nas ruas da vida e encontrar a leveza das brincadeiras que ainda não senti...quiçá, também, encontrar a ex-namoradinha da escolinha que nunca vi, mas não importa, desejo que nossas infâncias se encontrem, que o nosso brincar de menino meninice seja uma vida inteira.
(...)
Que nossas infâncias sejam eternamente crianças-criancices, que nossas brincadeiras sejam cada vez mais bobas, tolas e inúteis, que a ciranda-cirandinha continue a cantar.
Como quem vai brincar na rua...

6 comentários:

Elaine Cristina disse...

Se você conseguir, me avise como fez... essa coisa de ser adulto é muito chata e dolorida...

rafael andolini disse...

e então vamos voando com o pó de pirlimpimpim, segunda estrela a direita e então rumo ao amanhecer!

Marco Rodriguéz disse...

Realmente Elaine, tento constantemente ser, ao menos uma criança, ainda que adulta, pra não ser esses adultos chatos, sofridos e doentes que esquecem da infância...
A adultez é muito dolorida, quando criança queremos ser adultos e quando adultos queremos ser crianças, por que vemos que ser adulto não ´´e o que pensamos quando criança!

Marcos S. P. Euzebio disse...

Como disse Pessoa, "Ah, não ter trazido a infância roubada numa algibeira!!!". Não nos esqueçamos de quem éramos então, para não nos perder de quem somos.

Marco Rodriguéz disse...

Concordo contigo Marcos, aliás, há um verso de Pessoa que reflete esta pequena conversa " Quero, terei, se não aqui, noutro lugar que ainda não sei, nada perdi, tudo serei"...
É a constante busca de alguém que foi e não quer perder-se...

blue kite disse...

Senti-me tocada com o teu texto. Na falta de oalavras minhas, cito as dos outros:


"Baby slow down
The end is not as fun as the start
Please stay a child somewhere in your heart"

In Original of the Species, U2