I
Na ausência de dormir,
a hora de partir,
no instante de ter,
a hora de perder,
Entre ponteiros e arvoeiros,
não há sineiros,
somente,
Caeiros...
Que em determinadas circunstâncias a linguagem é ideológica, sabemos disso. O que não sabemos é que este campo se transformou numa verdadeira arena de luta de classes nos noticiários brasileiros. Nesta batalha semântica, algumas falas determinam posições que lembram até o cheiro do ranço bandeirante que ainda vive na mentalidade escravocrata e aristocrata brasileira. Destacam-se nesta guerra ideológica de palavras o Jornalista Boris Casoy, não por seu jornalismo, ao contrário, por suas concepções que exalam a odiosa mentalidade dos velhos proprietários de terras do Brasil Colônia e o odor das dondocas que tomam chá das cinco nos Jardins da Cidade de São Paulo.
“O maior absurdo de nossa sociedade é termos deixado morrer centenas de milhões de indivíduos de fome num mundo com capacidade quase infinita de aumento de sua produção e que dispõe de recursos técnicos adequados à realização desse aumento” (Josué de Castro)
O governador de Brasília deve estar de cabeça quente. Ou talvez não. Depois do escândalo envolvendo dinheiro, cuecas, meias e afins, seu partido político ficou numa saia justa. O DEM (Dinheiro em meias, Deu em Merda) ficou de analisar o caso e decidir o futuro de Arruda com a cínica justificativa de prestar contas a sociedade. A questão que fica posta para nós reles cidadãos que apenas presenciamos tudo de longe é: que fazer diante de tanta corrupção?