quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Dissolução

Era primavera naquela manhã suspensa pelos ares. As coisas se perdiam tão rapidamente, que tudo permanecia ultrapassado. Aqueles homens logo ali na barbearia que fuxicavam a vida alheia das mulheres com estórias de horror e pornografia; estavam loucos de vontade que algumas delas nascessem novamente. Por quê? Ninguém soube explicar tamanho desejo que pra muitos era motivo de desvario.

Não importa o que eles queriam; o fato que acontece com freqüência é o seguinte: na cidade estava ocorrendo um fenômeno que ninguém soube explicar e que até pouco tempo atrás era fruto de esquecimento por parte dos cidadãos. O que acontece? Alguns dizem que a memória do povo aos poucos vai sumindo com o excesso dos causos. Mas como assim? Explique-me melhor! Não sei dizer o que acontece! Vai perguntar pro bispo ora bolas!

A única coisa que sabem é que houve um dia (ninguém sabe que dia foi esse) em que um menino caminhava na rua e de repente começou a ficar atormentado. Gritou “pare, sai daqui, não quero você aqui, sai de mim!”. Ninguém sabia o que era, mas, muitos ficaram assustados com o jeito do menino. Ao notarem o ocorrido, viram que aos poucos muitos andavam brigando com ninguém. Mas o que estava acontecendo de fato então? Não sei, mas o menino estava enlouquecendo, o que aconteceu com ele depois? As pessoas chamaram a ambulância e ele foi levado à força ao hospital. Sabe que foi muito difícil entender aquilo tudo, quer dizer, ainda não sei o que ocorre com aqueles andantes de rua gritando e se rebelando. Por qual motivo, razão ou circunstância acontece todas essas coisas? Não sei, mas fiquei assustado ao ver aquilo tudo acontecer em minha frente.

No outro dia as ruas da cidade estavam completamente vazias, poucas pessoas andavam nas ruas e os arredores pareciam lugares abandonados ao longo do tempo. Tudo era muito estranho, os acontecimentos que ocorriam tão de repente sumiam da mesma forma, e as pessoas ficavam sem saber o que estava acontecendo.

Tudo era estranho.

E permaneceu assim por muito tempo.

Sem explicação.

E novamente, tudo caiu no esquecimento.

5 comentários:

Marcos S. P. Euzebio disse...

De fato, meu caro, você está cada dia mais russo...
Abs!

Marco Rodriguéz disse...

kkkkkkk....
Deve ser a comapania das russas...
Só pode ser!
Abç!

dilita disse...

De novo estou a dizer bem do que li.Gostei.
Quero mais!!!
Um abraço.

Não tenho escrito nada,o tempo é pouco de dia,e à noite está frio,opto pela leitura.
Aqui é inverno,agora pouco simpático...

Marco Rodriguéz disse...

Obrigado Dilita, enquanto em Portugal é inverno, no Brasil faz muito calor. Muito mesmo...
Um abraço,

Marco

dilita disse...

Marcos
Gostei muito do que escreveu sobre o Poeta Mayakosky.
Eu queria comentar em sequência, mas perante algumas advertências do computador,parei,e voltei aqui com a intensão.
Mayakosky foi mais uma vitima,da incompreensão,da maldade,e da tirania que infelismente existia.Era um valor em muitos aspectos,e estes homens sempre sofreram, presos aos seus conceitos de humanidade,e perseguidos por aqueles que rodeados de poder,os perseguem,fisica e psicológicamente. Êle não quis viver mais. A vida assim já nada lhe dizia... nós compreendemos,mas lamentamos,porque até deviam ser eternos...
Um abraço.
Dília Maria